Convento de Santa Catarina de Ribamar

Description level
Fonds Fonds
Reference code
PT/TT/CSCR
Title type
Atribuído
Date range
1636 Date is certain to 1825 Date is certain
Dimension and support
1 liv., 1 mç.; papel
Biography or history
O Convento de Santa Catarina de Ribamar era masculino, pertencia à Ordem dos Frades Menores, e à Província da Arrábida.

Em 1551, foi fundado.

Iniciou-se com a comunidade, da ermida dedicada à virgem e mártir, Santa Catarina.

Foi sede de freguesia, passando esta para a Igreja de São Romão, no lugar de Carnaxide, ficando a ermida anexa à freguesia de Santa Cruz do Castelo da cidade de Lisboa.

O príncipe D. Luís, irmão do rei D. João III, a pedido de sua cunhada D. Isabel, viúva de D. Duarte, com a licença do referido monarca e do arcebispo de Lisboa, comprou a ermida à igreja de Santa Cruz do Castelo, para construir um mosteiro arrábido, podendo então D. Isabel, a fundadora, doar-lhe grande parte da sua fortuna.

De início, a ermida serviu de igreja conventual, e aí se celebrava o culto, sendo o restante construído a expensas do infante D. Luís.

Tendo ruído parte da casa, os frades instalaram-se no Convento de São José, a instâncias do Cardeal Infante D. Henrique.

A fundadora reedificou, no entanto, o antigo convento e a comunidade pôde reocupá-lo.

Em 1568, em virtude da morte da fundadora, o respectivo padroado passou para Fernão da Silva, comendador de Alpalhão, capitão e alcaide-mor do castelo de São Vicente de Belém.

Era recolecto desde a fundação.

Em 1610, passou a arrábido, a pedido de D. Álvaro de Lencastre.

Até 1618, foi habitado este local. Nesse ano, com a demolição do convento, a comunidade foi transferida para o lugar da Boa Viagem.

No século XVII, o convento foi trasladado para Carnaxide, onde até 1636 conservou o título de Santa Catarina a Nova, tendo sido mudado, posteriormente, pelo orago de Nossa Senhora da Boa Viagem, aquando da reedificação do anterior convento.

Em 1634, o convento foi reedificado no Dafundo, e funcionou como hospício de convalescença.

Só em 1639, passou a convento.

Em 1834, pela ordem régia de 26 de Fevereiro, se mandou que a Junta do Exame do Estado Actual e Melhoramento Temporal das Ordens Religiosas proferisse a sentença de supressão e enviasse os autos de inventário ao Tesouro Público.

Em 1834, no âmbito da "Reforma geral eclesiástica" empreendida pelo Ministro e Secretário de Estado, Joaquim António de Aguiar, executada pela Comissão da Reforma Geral do Clero (1833-1837), pelo Decreto de 30 de Maio, foram extintos todos os conventos, mosteiros, colégios, hospícios e casas de religiosos de todas as ordens religiosas, ficando as de religiosas, sujeitas aos respectivos bispos, até à morte da última freira, data do encerramento definitivo.

Os bens foram incorporados nos Próprios da Fazenda Nacional.
Custodial history
Em 1871, a 1 de Abril, em virtude das Portarias de 26 de Novembro de 1863 e de 24 de Agosto de 1864, foram transferidos da Direcção Geral dos Próprios Nacionais para a Torre do Tombo, os documentos descritos na relação assinada por António Manuel Garcia, 2.º oficial arquivista do Arquivo da Direcção-Geral dos Próprios Nacionais, e por Roberto Augusto da Costa Campos, oficial diplomático da Torre do Tombo.

Em 1990, sob orientação da Dr.ª Maria José Mexia Bigote Chorão, alguns documentos deste fundo foram nele integrados, depois de ter sido identificada a sua proveniência, e retirados da colecção Documentação de conventos por identificar, cx. 12, conforme apontamento existente na caixa.

A documentação foi sujeita a tratamento arquivístico, no final da década de 1990, empreendido por técnicos da Torre do Tombo e por investigadores externos. Foi abandonada a arrumação geográfica por nome das localidades onde se situavam os conventos ou mosteiros, para adoptar a agregação dos fundos por ordens religiosas. Desta intervenção resultou o facto de cada ordem religiosa passar a ser considerada como grupo de fundos, e simultaneamente como fundo, constituído a partir da documentação proveniente da casa-mãe ou provincial, alteração esta que provocou a alteração de cotas nos fundos intervencionados.

Foram constituídas séries documentais segundo o princípio da ordem original sempre que possível (com base em índices de cartórios quando existentes), correspondendo à tipologia formal dos actos, e que, na generalidade, é documentação que se apresenta em livro. A documentação que se encontra instalada em maços foi considerada como uma colecção ao nível da série, com a designação de 'Documentos vários', não tendo sido objecto de intervenção.

Este projecto deu origem à publicação da monografia designada 'Ordens monástico-conventuais: inventário', com a coordenação de José Mattoso e Maria do Carmo Jasmins Dias Farinha.
Scope and content
Contém provisões, registo de receita e despesa.

Guia de Fundos Eclesiásticos; Ordem dos Frades Menores - Província da Arrábida M
Arrangement
Organização em séries documentais correspondendo à tipologia formal dos actos.
Other finding aid
ARQUIVO NACIONAL DA TORRE DO TOMBO - [Base de dados de descrição arquivística]. [Em linha]. Lisboa: ANTT, 2000- . Disponível no Sítio Web e na Sala de Referência da Torre do Tombo. Em actualização permanente.

INSTITUTO DOS ARQUIVOS NACIONAIS/TORRE DO TOMBO - "Ordens monástico-conventuais: inventário: Ordem de São Bento, Ordem do Carmo, Ordem dos Carmelitas Descalços, Ordem dos Frades Menores, Ordem da Conceição de Maria." Coord. José Mattoso, Maria do Carmo Jasmins Dias Farinha. Lisboa: IAN/TT, 2002. XIX, 438 p. ISBN 972-8107-63-3. (L 615) p. 357

Índice (inventário) dos livros de diversos conventos, ordens militares e outras corporações religiosas guardadas no Arquivo da Torre do Tombo, conventos diversos, caderneta 2 (B-D) (C 269) f. 21.

Relação dos documentos pertencentes ao cartório do extinto Convento de Santa Catarina de Ribamar que, em virtude das Portarias de 26 de Novembro de 1863 e de 24 de Agosto de 1864, foram transferidos da Direcção Geral dos Próprios Nacionais para o Arquivo da Torre do Tombo, em 1 de Abril de 1871 (C 276) f. 34.
Related material
Portugal, Torre do Tombo, Ministério das Finanças, cx. 2248, inv. n.º 341.
Publication notes
"Ordens religiosas em Portugal: das origens a Trento: guia histórico". Dir. Bernardo de Vasconcelos e Sousa. Lisboa: Livros Horizonte, 2005. ISBN 972-24-1433-X. p. 349-350
Creation date
05/04/2011 00:00:00
Last modification
24/04/2014 10:39:45