Inventário de extinção do Convento de Santo António de Cascais

Description level
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Reference code
PT/TT/MF-DGFP/E/001/00085
Title type
Atribuído
Date range
1833 Date is certain to 1919 Date is certain
Dimension and support
1 proc. (165 f.); papel
Scope and content
Contém o inventário dos bens móveis e imóveis do Convento de Santo António do Estoril, limite de Cascais, da Ordem de São Francisco da Província dos Algarves.

A 21 de dezembro de 1833 procedeu-se à inventariação dos bens móveis e imóveis, a saber: Igreja - capela mor com imagens de santos, painéis, Sacrário de madeira dourado com pavilhão de damasco de seda branco, entre outros; altar: imagem de Nossa Senhora da Conceição, Sacrário, castiçais, jarras, toalhas, entre outros; sacristia, joias e alfaias das imagens da Igreja e capela, paramentos, roupa branca, ornato e trem da sacristia, armação da Igreja e Capela de Santo António, sinos, entre outros.

A 31 de dezembro de 1833, fez-se entrega da igreja, capela, sacristia e torre do convento e dos restantes bens a Francisco Inácio Correia, pároco da freguesia da Ressurreição.

A 1 de janeiro de 1834, entregaram-se outros objetos (incluindo os livros da livraria) no Depósito dos Conventos em Lisboa.

A 12 de julho de 1834, o Dr. António de Oliveira Amaral Machado, procurador régio da Relação de Lamego servindo de juiz de Fora e Crime da vila de Cascais, por parte da Fazenda Nacional tomou posse do edifício - com vinte e oito celas, um noviciado muito velho, cozinha, refeitório, seis casas de despejos, claustros, pátio de entrada com três moradas de casas abarracadas que serviam de hospedaria, entre outros -, sendo testemunhas José Cândido de Lima Raposo, tenente do Batalhão Nacional fixo da vila de Cascais, Matias Federico Ferreira Lima, sargento quartel mestre do Batalhão, e ainda Luís Maria de Morais, escrivão do público.

Inclui a relação dos religiosos da comunidade com apontamentos sobre a sua fação política - não adepta da causa da rainha (1833) - e ainda, outras situações, religioso que servia de capelão na Torre de São Lourenço da Barra, outro encontrava-se preso.

Integra os autos de investigação e inventário em virtude da Portaria de 11 de dezembro de 1833, do duque de Bragança, regente em nome da rainha, através da Junta do Exame do Estado Atual e Melhoramento Temporal das Ordens Regulares, encarregada da Reforma Geral Eclesiástica, dando orientações de como se deve proceder na inventariação dos bens e quais as testemunhas escolhidas para o efeito, bem como indagar na presença de testemunhas se haveria vantagem de conservar o dito convento ou suprimi-lo, assinaturas do conselheiro Marcos Pinto Soares Vaz Preto, presidente, João Jorge de Oliveira Lima e João Bernardo da Costa [Sarmento].

Foi nomeado escrivão o padre Eutiquiano Joaquim da Silva Rogado.

Inclui a descrição e avaliação de legados pios, hospedarias, cerca, horta, entre outros.

Contempla uma ordem régia pela Junta do Exame, em resposta à carta de Eleutério Francisco Castelo Branco, juiz comissário da supressão do convento sobre o destino a dar a duas alimárias velhas (jumenta e garrana), com a indicação de venda, e ainda, acerca da livraria ("composta de obras truncadas, e de nenhum valor, quase tudo de encadernação em velho pergaminho, que apenas merecia ser vendido a peso") cujas edições que tiverem valor devem ser descritas no inventário; bem como os livros e outros bens (rústicos e urbanos) pertencentes a um frade falecido (1834).

Reúne autos de posse e avaliação de foros e pipas de vinho, descrição da livraria, de objetos de uso comum, refeitório, mobília do convento (alguns foram vendidos), cerca, alfaias agrícolas, telhas, objetos preciosos – Custódia de prata, cofre de tartaruga com pés e fechadura de prata, entre outros, sendo os objetos preciosos entregues ao deputado tesoureiro da Junta do Exame do Estado.

Compreende a descrição do cartório, dívidas ativas e passivas, bem como do edifício do convento e anexos.

Inclui mapas demonstrativos com a lista de devedores em géneros e dinheiro, nomeadamente o morgado da quinta do Estoril, marquesa de Niza, Misericórdia de Sintra, o Estado, entre outros.

Integra os autos de diligência e apreensão dos bens do falecido Manuel Maria do lugar da Parede (1834), de arrematação dos bens móveis do convento, auto de avaliação dos rendimentos da cerca e pinhal, edital, ofícios: de José Cabral, diretor do Ministério das Finanças para o diretor geral da Fazenda Pública a informar que as dependências e capela do Convento de Santo António do Estoril se acha na posse de D. Ana Teresa Jorge [Goulard] de Vasconcelos (1919); da junta da Paróquia de Cascais acerca dos sinos, e de um valioso arcaz que foi remetido para a Igreja de São José de Lisboa, datado de 1907 (cópia) -, entre outros.
Physical location
Ministério das Finanças, Convento de Santo António de Cascais, cx. 2204
Original numbering
IV-D-20 (1), n.º 85
Language of the material
Português
Creation date
2/27/2012 6:46:06 PM
Last modification
4/26/2019 9:56:00 AM