Mosteiro de Nossa Senhora do Espinheiro de Évora

Description level
Fonds Fonds
Reference code
PT/TT/MNSEE
Title type
Atribuído
Date range
1458 Date is certain to 1743 Date is certain
Dimension and support
5 liv.; papel
Biography or history
O Mosteiro de Nossa Senhora do Espinheiro de Évora era masculino, e pertencia à Ordem e Congregação de São Jerónimo.

Em 1457, foi fundado pela bula "Pia Deo"de Calisto III, de 25 de Novembro, e edificado a quatro quilómetros de Évora, num local onde, desde 1412, já existia uma capela dedicada a Nossa Senhora do Espinheiro. Esta fundação, levada a cabo pelo bispo de Évora D. Vasco Perdigão, correspondeu à retoma e concretização do projecto de outro bispo de Évora, D. Pedro de Noronha que para esse efeito, em 1420, obteve a bula "Exigentibus tue" de Martinho V para a edificação de um mosteiro da Ordem de São Jerónimo, no lugar da citada capela.

Em 1458, a 2 de Setembro, os primeiros monges tomaram posse do Mosteiro e deram início à vida conventual sob a direcção do prior frei Fernando de Évora, monge professo de Penha Longa.

Em 1463, as obras de construção foram concluídas.

Frequentado e protegido por D. Afonso V, D. João II e D. Manuel, o Mosteiro foi o local eleito para a realização das Cortes de 1481.

Na segunda metade do século XVI, o edifício estava degradado. Foram realizadas obras de reconstrução, e em 1566, foi construída uma nova igreja, com o produto das esmolas dos fiéis e o apoio do rei D. Manuel.

O Mosteiro foi escolhido para panteão dos fidalgos e da principal nobreza local. Nele esteve instalada a oficina de pintura, de que foi mestre frei Carlos, professo no Mosteiro desde 1517. A esta oficina se deve a divulgação da escola flamenga de Évora.

Em 1834, no âmbito da "Reforma geral eclesiástica" empreendida pelo Ministro e Secretário de Estado, Joaquim António de Aguiar, executada pela Comissão da Reforma Geral do Clero (1833-1837), pelo Decreto de 30 de Maio, foram extintos todos os conventos, mosteiros, colégios, hospícios e casas de religiosos de todas as ordens religiosas, ficando as de religiosas, sujeitas aos respectivos bispos, até à morte da última freira, data do encerramento definitivo.

Os bens foram incorporados nos Próprios da Fazenda Nacional.
Custodial history
Em virtude das Portarias do Ministério da Fazenda de 26 de Novembro de 1863 e 24 de Agosto de 1864, os livros e documentos pertencentes aos extintos Conventos de São Francisco de Lisboa, da Piedade de Cascais, de Santo António dos Olivais de Coimbra, de São Francisco de Chaves, de Santo António de Castelo Branco, de São Francisco de Barcelos, de Santo António da Covilhã, de São Jerónimo do Mato, de São Francisco de Tavira, do Carmo de Lagoa, do Carmo de Camarate, de São Francisco de Alenquer, do Espírito Santo do Cartaxo, de Nossa Senhora da Graça de Lisboa, de Nossa Senhora do Espinheiro de Évora, da Ordem Terceira da Penitência de Faro, foram transferidos do cartório da Direcção-Geral dos Próprios Nacionais para o Arquivo da Torre do Tombo.

No final da década de 1990, foi abandonada a arrumação geográfica por nome das localidades onde se situavam os conventos ou mosteiros, para adoptar a agregação dos fundos por ordens religiosas.
Acquisition information
O documento intitulado 'Memória sumária dos Priores e religiosos professos do Mosteiro de Nossa Senhora do Espinheiro de Évora" foi comprado ao Centro Antiquário de Alecrim a 21 de Dezembro de 1983.
Scope and content
Contém livros do rendimento e despesa.

Guia de Fundos Eclesiásticos; Ordem de São Jerónimo; Masculino
Arrangement
Ordenação numérica das unidades de instalação (livros).
Other finding aid
ARQUIVO NACIONAL DA TORRE DO TOMBO - [Base de dados de descrição arquivística]. [Em linha]. Lisboa: ANTT, 2000- . Disponível no Sítio Web e na Sala de Referência da Torre do Tombo. Em actualização permanente.

"Relação de livros e documentos pertencentes aos extintos Conventos de São Francisco de Lisboa, da Piedade de Cascais, de Santo António dos Olivais de Coimbra, de São Francisco de Chaves, de Santo António de Castelo Branco, de São Francisco de Barcelos, de Santo António da Covilhã, de São Jerónimo do Mato, de São Francisco de Tavira, do Carmo de Lagoa, do Carmo de Camarate, de São Francisco de Alenquer, do Espírito Santo do Cartaxo, de Nossa Senhora da Graça de Lisboa, de Nossa Senhora do Espinheiro de Évora, da Ordem Terceira da Penitência de Faro que, em virtude das Portarias do Ministério da Fazenda de 26 de Novembro de 1863 e 24 de Agosto de 1864, foram transferidos do cartório da Direcção-Geral dos Próprios Nacionais para o Arquivo da Torre do Tombo" (C 273) f. 55.
Related material
Portugal, Arquivo Distrital de Évora.

Portugal, Biblioteca Nacional.

Portugal, Biblioteca Pública de Évora.

Portugal, Torre do Tombo, Ministério das Finanças, cx. 2213 , inv. n.º 140.

Portugal, Torre do Tombo, Secretaria de Estado dos Negócios Eclesiásticos e da Justiça, liv. 12.
Publication notes
"Ordens religiosas em Portugal: das origens a Trento: guia histórico". Dir. Bernardo de Vasconcelos e Sousa. Lisboa: Livros Horizonte, 2005. ISBN 972-24-1433-X. p. 157-159
SANTOS, Cândido dos - "Os Jerónimos em Portugal: das origens aos fins do século XVII". 2.ª ed. Porto: Junta Nacional de Investigação Científica e Tecnológica, 1996. ISBN 972-96608-1-6.
Creation date
07/04/2011 00:00:00
Last modification
02/02/2017 10:22:30