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Álvaro Pires, morador no Machial, termo de Torres Vedras, enviou dizer, por sua petição, que trazia aí uma demanda com Pero Afonso, morador na Enxara dos Cavaleiros, outrossim no termo, sobre a sisa de uma vinha que Pero Afonso comprara no termo do Cadaval, de que o suplicante fora Rendeiro, e da qual lhe pagara certo dinheiro.

Description level
Item Item
Reference code
PT/TT/CHR/K/46/102-384V
Title type
Formal
Date range
1501-02-09 Date is certain to 1501-02-09 Date is certain
Scope and content
E que pela demasia o suplicante o demandava. E por isso Pero Afonso fizera um conhecimento com o que bem viera, dizendo que fizera com o suplicantre conta e lhe não ficara devendo mais de 1.050 rs. O qual conhecimento era assinado com um cutelo de sapateiro, de talhar obra, que se queria parecer com o do suplicante. E porque nunca fizera tal conta e Pero Afonso lhe dever muito mais, apertara com ele que lhe pagasse, sobre o que João de Vasa, Juiz de Torres Vedras, lhe dera juramento se ele, suplicante, fizera o dito conhecimento e o assinara antes da conta e antes que lhe fosse pago o dito dinheiro, se depois. E ele, suplicante jurara a verdade: que não sabia ler nem escrever, nem tal conta nem conhecimento fizera. E o sinal se queria parecer com o dele, suplicante, mas qualquer podria bem fazer um cutelo de sapateiro, mas, aquele, não era o que ele sempre fazia. E por respeito do juramento, João de Vasas (sic) o mandara prender, dizendo que jurara falso. E por bem disso o suplicante se amorara e andava então amorado. Enviando pedir por motivo do juramento falso, el-rei, vendo seu dizer e visto um seu praz-me, por si assinado, lhe perdoou contanto pagasse 2.000 rs. para a Piedade . El-rei o mandou pelo doutor Gonçalo de Azevedo e por dom Henrique Coutinho. Diogo Lasso a fez.
Physical location
Chancelaria de D. Manuel I, liv. 46, f. 102v
Creation date
08/02/2008 00:00:00
Last modification
08/02/2024 09:17:21
Record not reviewed.