Casa de Santa Iria

Description level
Fonds Fonds
Reference code
PT/TT/CSI
Title type
Atribuído
Date range
1384 Date is certain to 1865 Date is certain
Dimension and support
26 cx. (1.800 doc.); papel, perg.
Extents
26 Caixas
Biography or history
O título de Marquês de Santa Iria foi atribuído a D. Luís Roque de Sousa Coutinho Monteiro Paim, 3.º conde de Alva, filho de D. Vicente Roque José de Sousa Coutinho de Meneses Monteiro Paim e de D. Luísa Inês Isabel de Montboissier Beaufort de Cavillac, por Decreto da rainha D. Maria II, de 4 de Abril de 1833.

Foi 2.º Marquês de Santa Iria D. José Luís de Vasconcelos e Sousa, filho de D. Luís de Vasconcelos e Sousa, nascido em 1888, que casou em 1922 com D. Emília Van Zeller de Andrade, sobrinho do 11.º e último conde de Óbidos, D. Pedro de Melo Assis Mascarenhas, e que, por falecimento deste, ficou com a representação das casas do Sabugal, Palma, Óbidos, Alva e de Santa Iria. O título de Marquês de Santa Iria foi-lhe atribuído e renovado por D. Manuel II, no exílio, a 25 de Janeiro de 1922, registado e reconhecido pelo Conselho de Nobreza, em nome de D. Duarte, duque de Bragança, a 29 de Novembro de 1946.

A Casa de Santa Iria reuniu as casas de Sabugal, Palma, Óbidos e Alva. A Casa do Sabugal foi a primeira a surgir com a criação do título de conde de Sabugal por D. Filipe I, a 20 de Fevereiro de 1582, atribuído a D. Duarte de Castelo Branco, meirinho-mor do Reino, vedor da Fazenda e comendador de Ulme da Ordem de Cristo, filho de D. Afonso de Castelo Branco, que casou com D. Catarina de Meneses

O título de Conde de Palma foi atribuído por Filipe III a 30 de Março de 1624, a D. António Mascarenhas da Costa, senhor do morgado de Palma, no concelho de Alcácer do Sal, alcaide-mor de Trancoso e de Castelo de Vide, comendador de Santa Maria da Devesa e de Nisa, ambas da Ordem de Cristo, filho de D. João Mascarenhas e de sua mulher D. Maria da Costa, que casou com D. Maria de Távora. O título foi renovado por Carta de D. João, príncipe regente, a 12 de Outubro de 1810, a D. Manuel de Assis Mascarenhas Castelo Branco da Costa Lancastre, meirinho-mor, 5.º Conde de Palma, Sabugal e Óbidos.

O títulode Conde de Óbidos foi concedido a D. Vasco Mascarenhas, alcaide-mor de Óbidos, filho de D. Fernão Martins Mascarenhas, senhor de Lavre, e de sua mulher D. Maria de Lancastre, por Carta de Filipe IIIde 22 de Dezembro de 1636, como recompensa por serviços prestados. Em 1646 recebeu as honras de conde parente, as quais, desde então, foram hereditárias nesta casa. Em 1652 foi nomeado vice-rei da Índia. Foi casado duas vezes, a primeira com D. Jerónima de La Cueva y Mendoza e a segunda com a sua sobrinha D. Joana de Vilhena.

O título de Conde de Alva foi atribuído por D. João V, por Decreto de 29 de Abril de 1729, a D. João Diogo de Sousa Ataíde, filho segundo do 6.º conde de Atouguia, que nasceu em 1633 e morreu em 1740. Foi casado com D. Constança Luísa Monteiro Paim, filha herdeira de D. Roque Monteiro Paim e 5.ª senhora do morgado de Alva.

A união das casasde Sabugale Palma parece ter resultado do primeiro casamento de D. Brites de Meneses, 3.ª condessa do Sabugal, com D. Nuno Mascarenhas da Costa, herdeiro do morgado de Palma, irmão do primeiro conde de Palma, D. António Mascarenhas da Costa. Desse casamento nasceu D. João Mascarenhas de Castelo Branco da Costa 2.º conde de Palma.

Pelo casamento de D. Fernão Martins Mascarenhas, 2.º conde de Óbidos, com D. Brites Mascarenhas da Costa e Castelo Branco Barreto, 4.ª condessa do Sabugal e 3.ª condessa de Palma, em 1669, ficaram reunidas as casas do Sabugal e de Palma com a de Óbidos.

O casamento de D. Pedro de Sousa Coutinho Monteiro Paim, filho dos primeiros marqueses de Santa Iria, com D. Eugénia Maria de Assis Castelo Branco e Lancastre, 6.ª condessa de Óbidos e de Sabugal e 7.ª condessa de Palma, a 31 de Agosto de 1839, reuniu as casas de Óbidos, Sabugal e Palma com a Casa de Santa Iria.
Acquisition information
Compra em leilão no Palácio do Correio Velho, Sociedade Comercial de Leilões, SA, em 8 de Maio 1995.
Scope and content
Arquivo de Família cuja documentação, na sua maioria, se reporta à administração de bens, situados em vários concelhos de Portugal Continental e da Região Autónoma dos Açores, incidindo, no entanto, a localização das propriedades nas zonas centro-sul do país e na ilha de S. Miguel. Nesta temática predominam os documentos associados a aforamentos, a doações, a vendas, e a receitas e despesas, não só pelo volume, como pela importância no comprovativo da posse e gerência dos bens possuídos

Os documentos resultantes da actividade privada e actividade pública fornecem dados relativos a membros da família que mais se destacaram, quer pelos títulos, quer pelas actividades gerais e funções públicas desempenhadas. Em ambos os casos há a salientar a correspondência e as mercês. Os documentos de carácter judicial, que representam uma parte significativa da dimensão deste arquivo, testemunham, sobretudo, os litígios pela posse de propriedades.

O conjunto de documentos pontifícios, que inclui bulas e breves, comprova o prestígio da família perante o pontificado.

Não tendo sido possível determinar a relação de alguns documentos com qualquer membro da Casa de Santa Iria foram agrupados numa colecção de diversos.
Arrangement
À data da aquisição, a documentação não estava organizada e encontrava-se numa sequência cronológica pouco uniforme. Uma parte dos documentos tinha uma numeração atribuída, embora não se encontrassem ordenados de acordo com a mesma. Por outro lado, verificou-se que muitos processos foram totalmente desmembrados, tendo cada parte sido descrita isoladamente, tornando-se difícil a sua reintegração. Apesar disso, alguns processos puderam ser reconstituídos.

A organização do fundo obedeceu à natureza dos documentos, tendo sido agrupados em duas secções: "Actividade Privada", que inclui as subsecções "Administração Patrimonial" e "Documentos Judiciais", e "Actividade Pública", que inclui a subsecção "Documentos Judiciais". Foram ainda constituídas uma colecção de "Documentos Pontifícios" e outra de "Diversos", que inclui os documentos em relação aos quais não foi possível determinar a relação com qualquer membro da Casa. Cada secção é composta por diversas séries que se encontram ordenadas alfabeticamente. Em determinadas situações, houve necessidade da subdivisão em subséries. Nas séries, sempre que se justificou, os documentos foram agrupados pela localização das propriedades, nomeadamente por concelhos. As colecções foram organizadas cronologicamente.
Language of the material
Português, latim, francês, espanhol e italiano.
Other finding aid
Guias e Roteiros:

PORTUGAL. Instituto dos Arquivos Nacionais / Torre do Tombo. Direcção de Serviços de Arquivística - "Casa de Santa Iria". in Guia Geral dos Fundos da Torre do Tombo: Colecções, Arquivos de Pessoas Singulares, de Famílias, de Empresas, de Associações, de Comissões e de Congressos. Coord. Maria do Carmo Jasmins Dias Farinha [et al.]; elab. Maria Teresa Silva Tremoceiro; fot. José António Silva. Lisboa: IAN/TT, 2005. vol. VI. (Instrumentos de Descrição Documental). ISBN 972-8107-69-2. p. 217-221. Acessível no IAN/TT, IDD (L602/6).

TREMOCEIRO, Maria Teresa Silva - Casa de Santa Iria: inventário. Lisboa: IAN/TT, 2004. Acessível na Torre do Tombo, Lisboa, Portugal. (L 681).
Creation date
11/12/2006 00:00:00
Last modification
09/10/2014 12:29:35