Convento de São Francisco do Funchal

Description level
Fonds Fonds
Reference code
PT/TT/CSFF
Title type
Atribuído
Date range
1732 Date is certain to 1832 Date is certain
Dimension and support
7 liv.; papel
Biography or history
O Convento de São Francisco do Funchal era masculino, e pertencia à Ordem dos Frades Menores, da Província de Portugal da Observância.

De acordo com os cronistas frei Manuel da Esperança e Francisco da Soledade, o primitivo convento teria sido um eremitério, com a invocação de São João Baptista, começado em 1440 e abandonado em 1459.

Em 1450, por bula "Iniunctum Nobis", do papa Nicolau V, de 28 de Abril desse ano, a pedido dos frades, esta comunidade madeirense foi entregue ao Vigário Provincial dos Observantes portugueses.

Os frades que aí viviam vieram povoar, por ordem real, o Convento de Xabregas em Lisboa.

Posteriormente, quatro dos mencionados religiosos regressaram à ilha e fizeram um oratório, junto a uma ribeira, com quatro celas e uma ermida que, entretanto, foram danificadas pelas enchentes da ribeira.

Em 1462 fundaram segunda casa, ainda não estando a primeira totalmente extinta, com o patrocínio da infanta D. Beatriz, mãe de D. Manuel que lhes conseguiu um terreno.

Em 1473, foi fundado por Luís Álvares da Costa e seu filho Francisco Álvares da Costa.

Em 1479, frei Rodrigo de Arruda foi o primeiro guardião, tomando posse deste convento que pertencia à Custódia da Madeira.

A partir de 1482, foi habitado.

Em 1554, a igreja do convento foi sagrada pelo bispo D. Sancho de Truxilho, sendo guardião frei Pedro do Turcifal.

Em 1834, no âmbito da "Reforma geral eclesiástica" empreendida pelo Ministro e Secretário de Estado, Joaquim António de Aguiar, executada pela Comissão da Reforma Geral do Clero (1833-1837), pelo Decreto de 30 de Maio, foram extintos todos os conventos, mosteiros, colégios, hospícios e casas de religiosos de todas as ordens religiosas, ficando as de religiosas, sujeitas aos respectivos bispos, até à morte da última freira, data do encerramento definitivo.

Os bens foram incorporados nos Próprios da Fazenda Nacional.
Custodial history
Em virtude da Portaria de 9 de Junho de 1886, os livros foram entregues à Repartição da Fazenda do Funchal, sendo posteriormente incorporados na Torre do Tombo juntamente com os da Provedoria e Junta da Real Fazenda do Funchal.

A Junta da Real Fazenda do Funchal, apesar de ter sido extinta pelo Decreto n.º 22, de 16 de Maio de 1832, e pelo Decreto n.º 65, de 28 de Junho de 1833, foi extinta, de facto, em 1834, pelo Decreto de 23 de Junho. Por Portaria do Ministério do Reino de 9 de Junho de 1886, a documentação da Junta e os documentos dos Conventos de São Bernardino de Câmara de Lobos, de São Francisco do Funchal, de Nossa Senhora da Piedade de Santa Cruz, de São Sebastião da Calheta, de Nossa Senhora da Porciúncula da Ribeira Brava, sob a sua custódia, foram entregues à Repartição da Fazenda do Funchal, recebendo numeração sequencial.

A documentação foi sujeita a tratamento arquivístico, no final da década de 1990, empreendido por técnicos da Torre do Tombo e por investigadores externos. Foi abandonada a arrumação geográfica por nome das localidades onde se situavam os conventos ou mosteiros, para adoptar a agregação dos fundos por ordens religiosas. Desta intervenção resultou o facto de cada ordem religiosa passar a ser considerada como grupo de fundos, e simultaneamente como fundo, constituído a partir da documentação proveniente da casa-mãe ou provincial, alteração esta que provocou a alteração de cotas nos fundos intervencionados.

Neste caso, a documentação deste fundo esteve, até à data de 2002, identificada como sendo do fundo da Provedoria e Junta da Real Fazenda do Funchal, como indicam as cotas antigas, e passaram para o fundo Convento de São Francisco do Funchal e receberam cota específica.

Foram constituídas séries documentais segundo o princípio da ordem original sempre que possível (com base em índices de cartórios quando existentes), correspondendo à tipologia formal dos actos, e que, na generalidade, é documentação que se apresenta em livro. A documentação que se encontra instalada em maços foi considerada como uma colecção ao nível da série, com a designação de 'Documentos vários', não tendo sido objecto de intervenção.

Este projecto deu origem à publicação da monografia designada 'Ordens monástico-conventuais: inventário', com a coordenação de José Mattoso e Maria do Carmo Jasmins Dias Farinha.
Scope and content
Contém registos de patentes, de missas e de receita e despesa.

Inclui o subfundo da Confraria de Nossa Senhora Mãe dos Homens.

Fundos Eclesiásticos; Ordem dos Frades Menores - Província de Portugal; Masculino
Arrangement
Organização em séries documentais correspondendo à tipologia formal dos actos.
Language of the material
Português
Other finding aid
ARQUIVO NACIONAL DA TORRE DO TOMBO - [Base de dados de descrição arquivística]. [Em linha]. Lisboa: ANTT, 2000- . Disponível no Sítio Web e na Sala de Referência da Torre do Tombo. Em actualização permanente.

INSTITUTO DOS ARQUIVOS NACIONAIS/TORRE DO TOMBO - "Ordens monástico-conventuais: inventário: Ordem de São Bento, Ordem do Carmo, Ordem dos Carmelitas Descalços, Ordem dos Frades Menores, Ordem da Conceição de Maria." Coord. José Mattoso, Maria do Carmo Jasmins Dias Farinha. Lisboa: IAN/TT, 2002. XIX, 438 p. ISBN 972-8107-63-3. (L 615) p. 212-213.
Related material
Portugal, Torre do Tombo, Ministério das Finanças, cx. 2267 , inv. n.º 487.

Portugal, Torre do Tombo, Secretaria de Estado dos Negócios Eclesiásticos e da Justiça cx. 2 mç. 1.
Publication notes
"Ordens religiosas em Portugal: das origens a Trento: guia histórico". Dir. Bernardo de Vasconcelos e Sousa. Lisboa: Livros Horizonte, 2005. ISBN 972-24-1433-X. p. 287.
Creation date
4/5/2011 12:00:00 AM
Last modification
1/7/2020 9:44:36 AM