Mosteiro de Santa Maria da Estrela de Boidobra

Description level
Fonds Fonds
Reference code
PT/TT/MSMEB
Title type
Atribuído
Date range
1222 Date is certain to 1514 Date is certain
Dimension and support
1 mç.; perg., papel
Biography or history
O Mosteiro de Santa Maria da Estrela de Boidobra era masculino e pertencia à Ordem de Cister.

É também conhecido por Mosteiro de Santa Maria da Estrela ou da Nave, ou da Nave da Estrela de Boidobra.

Também designado por mosteiro de "Maceira de Covelliana", o mosteiro de Santa Maria da Estrela terá sido fundado antes de 1220. Segundo Maur Cocheril, o seu verdadeiro fundador foi Dom Mendo, abade de Maceira Dão, que após um incêndio ocorrido na abadia, em data desconhecida, a reconstruiu e repovoou, em 1220.

Em 1321, segundo o "Catálogo de todas as igrejas, comendas e mosteiros que havia nos reinos de Portugal e Algarves, pelos anos de 1320 e 1321", o mosteiro foi taxado em 150 libras. Dependente de Maceira Dão e filiada a Alcobaça, a abadia da Estrela, aquando da visita do abade de Claraval em 1533, era uma casa pequena e pobre, governada por frei Pedro de Aguiar, um monge de Alcobaça que exercia então o cargo de prior. Além do superior, na época, habitavam esta casa dois monges de Alcobaça, um padre e um converso.

O mosteiro de Santa Maria da Estrela nunca foi acabado de construir.

Em 1579, a 1 de Maio, o Mosteiro de Santa Maria da Estrela de Boidobra foi suprimido; as suas rendas serviram para dotar o Colégio de São Bernardo (ou do Espírito Santo) de Coimbra. O privilégio de união do Mosteiro ao Colégio foi celebrado, a 12 de Maio, por Frei Manuel do Anjos, secretário do Capítulo, e Guilherme da Paixão, prior do Mosteiro de Alcobaça.
Custodial history
Ainda não é conhecida a história custodial desta documentação.

No final da década de 1990, foi abandonada a arrumação geográfica por nome das localidades onde se situavam os conventos ou mosteiros, para adoptar a agregação dos fundos por ordens religiosas.
Scope and content
Contém o aforamento feito por Afonso Peres e mulher da herdade do Vale das Ovelhas, a autorização do abade de Alcobaça Frei Nicolau para os frades da Estrela poderem fazer as escrituras de aforamento, cartas de vendas (inclui a da herdade da Capinha feita ao abade de Santa Maria da Estrela, D. Mendo), a carta de confirmação da apresentação na igreja de Capinha, cartas de escambo, o contrato celebrado entre Frei Domingos e Martim Velho, emprazamentos (feitos pelos abades Domingos Esteves, Frei Domingos, Frei Gonçalo Vasques, Frei Estêvão de Leiria, Frei Rodrigo, Frei Gonçalo de Castelo Branco, Frei João das Cardosas, Frei Francisco da Costa), a pública-forma da sentença dada pelos desembargadores do cardeal D. Jorge, administrador de Alcobaça, isentando o mosteiro do pagamento do subsídio para a guerra "contra o turco" (1483), a relação de bens que o mosteiro tinha em Riba Douro e bispado de Lamego (séc. XIV), o testamento de Martinho da Piedade e sua mulher feito ao abade Frei Mendo, tombo dos bens do mosteiro de Santa Maria da Covilhã, em Boidobra e Tentilhoso e outras terras (caderno cuja capa é uma carta de D. Álvaro, bispo de Silves, dada em 1456), traslados (do emprazamento feito em 1326 pelo abade do mosteiro Frei João, juntamente com o Mosteiro de Caramos, a Martim Monteiro e mulher da herdade da Charneca; do emprazamento feito em 1478 por Frei Gonçalo, com licença do abade de Alcobaça Frei Nicolau, a Fernando Afonso e mulher de um souto na Ponte da Terra no caminho de Tortusendo; da sentença dada por Gonçalo Martins autorizando os moradores do concelho a pescar nas ribeiras do Zêzere e Sanguinhal, cuja sentença tem insertas as cartas de privilégio das pescarias nas ribeiras do Zêzere e Sanguinhal (1370 e 1407); de indulgências concedidas pelos papas Inocêncio I, Silvestre I, Silvestre IV, Nicolau IV, Bento III, Urbano III, Hilário I, Adriano IV, Anastácio IV, a todos os fiéis que visitassem o mosteiro da Estrela e todas as casas da Ordem de Cister nos dias das festas referidas, cujo traslado foi tirado do original que estava no Mosteiro de Alcobaça a pedido do abade da Estrela frei João e assinado pelo prior de Alcobaça Frei Gonçalo de Castelo Branco e pelo sub-prior Frei Pedro Tinoco, e ainda refere este mesmo documento que a Ordem tinha 1800 casas masculinas e 1400 femininas).

A documentação refere bens situados nos termos de Belmonte, Coimbra, Covilhã, Fundão, Lamego, Moimenta da Beira e Penamacor.

A documentação refere os abades Dom Jorge de Melo, Frei Dom Mendo, Frei Domingos Esteves, Frei Domingos, Frei Estêvão de Leiria, Frei Francisco da Costa, Frei Gonçalo de Castelo Branco, Frei Gonçalo Vasques, Frei João, Frei João das Cardosas, Frei Nicolau, Frei Pedro do Prado e Frei Rodrigo, o cardeal Dom Jorge (administrador de Alcobaça), as confrontações com terras de Santa Cruz e terras da Gafaria, as cidades, vilas e lugares de Abrantes, Ariz, Capinha, Caria, Castelo, Castelo Branco, Charneca (além Zêzere), Corredoira Nova, Covilhã, Escarigos, Ferreira de Aves, foz da Ribeira de Cortes, Lavandeira, Leomil, Mariz, Paiva, Papoula, Pena, Pêra, Ponta da Terra, Ponte Pedrinha, Quinta da Galiana, Ribeiro Negro em Boidobra, rio de Meimoa no Seixo, Santa Eufémia, Santarém, São Martinho, São Salvador de Riba Douro, Sobreda (além Zêzere), Tarou, Teixoso, Tentilhoso, Tortosendo, Vale das Donas, Vale de Ovelhas, o bispo da Guarda e o de Silves, o Infante D. Fernando, os escrivães Frei Domingos, Domingos Gil, Fernão Peres, Gonçalo Anes, Gonçalo Gonçalves, Luís Afonso, Luís Peres, Miguel, Múnio Petriz, Pelágio, Pero Martins, Petrus Martini, notário Frei Domingos de Lisboa, o notário apostólico António Eanes e o João Rodrigues de Cáceres, o prior de Alcobaça Frei Gonçalo de Castelo Branco, o tabelião de Ferreira de Aves Vasco Martins, os tabeliães Martim Gonçalves, Henrique da Costa (escudeiro do Duque D. Diogo), João Manzelo, Henrique da Costa e Afonso Peres. Refere ainda D. Rodrigo de Castro, D. Álvaro, a igreja da Carapinha, o Juiz ordinário na Covilhã, os mosteiros de Santa Maria da Estrela, Maceira, Caramos e Alcobaça, os papas Inocêncio I, Silvestre I, Silvestre IV, Nicolau IV, Bento III, Urbano III, Hilário I, Adriano IV, Anastácio IV, o rio e ribeiras do Zêzere e Sanguinhal, o sub-prior de Alcobaça Frei Pedro Tinoco.

Fundos Eclesiásticos; Ordem de Cister; Masculino
Arrangement
Ordenação numérica específica para cada tipo de unidade de instalação (livros e maços).
Language of the material
Latim, português
Other finding aid
ARQUIVO NACIONAL DA TORRE DO TOMBO - [Base de dados de descrição arquivística]. [Em linha]. Lisboa: ANTT, 2000- . Disponível no Sítio Web e na Sala de Referência da Torre do Tombo. Em actualização permanente.

Catálogo dos documentos do Convento de Santa Maria da Estrela de Boidobra, ordenado cronologicamente (C 1117).
Publication notes
"Ordens religiosas em Portugal: das origens a Trento: guia histórico". Dir. Bernardo de Vasconcelos e Sousa. Lisboa: Livros Horizonte, 2005. ISBN 972-24-1433-X. p. 114
CHORÃO, Maria José Mexia Bigotte - “O Mosteiro Cisterciense de Santa Maria da Estrela de Boidobra”. In: Memória: revista anual do Arquivo Nacional da Torre do Tombo, vol. 2, 1990, p. 188.
Creation date
4/4/2011 12:00:00 AM
Last modification
1/7/2020 9:45:15 AM