Mosteiro de São Dinis de Odivelas

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Reference code
PT/TT/MSDO
Title type
Atribuído
Date range
1263 Date is certain to 1831 Date is certain
Dimension and support
43 liv.; perg., papel
Biography or history
O Mosteiro de São Dinis de Odivelas era feminino e pertencia à Ordem de Cister.

Também era designado por Convento de São Dionísio de Odivelas.

O Mosteiro foi fundado pelo rei D. Dinis em 1294, e foi aceite, no mesmo ano, por D. Roberto, abade de Cister, como nova casa da Ordem; em 1295, a 23 de Março, o rei constituiu o dote do Mosteiro, incluindo os padroados das igrejas de Santo Estêvão de Alenquer e de São Julião de Santarém, bem como a mata de Loures, entre outros bens. Nesse ano, a doação foi confirmada por carta do bispo de Lisboa, D. João Soalhães. O Mosteiro foi dedicado a São Dionísio e a São Bernardo.

As obras de construção foram executadas segundo os planos dos arquitectos Antão e Afonso Martim, e concluídas entre 1304 e 1305.

Em 1318, a 1 de Outubro, o rei instituiu no Mosteiro uma capela de cinco missas quotidianas por sua alma e deixou expressa a intenção de se fazer sepultar no cenóbio. Em consequência da fundação desta capela e para sua manutenção, o rei veio a fundar uma pequena comunidade de monges, junto ao Mosteiro, dirigidos por um prior, provenientes do Mosteiro de Alcobaça, a qual veio a ser designada por Hospício do Reguengo de Odivelas.

Em 1318, a 9 de Outubro, o rei doou a apresentação do priorado das igrejas de São Julião de Frielas (Loures) e a de São João Baptista do Lumiar à abadessa do Mosteiro de São Dinis de Odivelas.

Em 1322, a 20 de Junho, D. Dinis fez o seu testamento e relativamente ao Mosteiro, reforçou o seu património com 4 mil libras, para aquisição de bens.

O rei, ao longo da sua existência, foi dotando este mosteiro com bens e privilégios comparados com de Alcobaça.

No reinado de D. Afonso IV, o Mosteiro, para além da confirmação dos seus privilégios, continuou a aumentar o seu património, quer por iniciativa da família real, quer pelas freiras e particulares.

Mais tarde D. Filipa de Lencastre deixou todos os seus bens ao Mosteiro, sendo um dos principais, uma vila fora do reino.

Em 1429, a 24 de Março, D. João I concedeu a Beatriz de Góis, dona do mosteiro de Odivelas, uma tença anual de 185 libras.

Em 1434, a 17 de Março, D. Duarte concedeu carta de privilégios ao Mosteiro.

Em 1436, a 7 de Novembro, fez doação de 1 marco de prata anual ao Mosteiro para resolver um pleito sobre a Quinta da Barrosa, existente entre o Mosteiro e o escudeiro Henrique Góis.

Em 1439, 9 de Fevereiro, D. Afonso V confirmou todos os privilégios e graças concedidos à abadessa e convento do Mosteiro de Odivelas.

Em 1445, a 17 de Março, D. Afonso V nomeou o Doutor João Fernandes, chanceler de Lisboa, para o cargo de juiz dos feitos, havidos e por haver, do Mosteiro de Odivelas.

Em 1473, a 18 de Julho, o mesmo rei privilegiou o Mosteiro de Odivelas, a pedido da sua abadessa, concedendo-lhe licença para comprar bens de raiz até à quantia de 100.000 reais, mediante determinadas condições.

Em 1485, 28 de Dezembro, D. João II, para além de mais bens de raiz, confirmou-lhe o padroado das igrejas de São Julião de Santarém, de Santo Estêvão de Alenquer, de São Julião de Frielas e de São João do Lumiar.

Em 1496, a 13 de Maio, D. Manuel I confirmou, à abadessa e donas do mosteiro de Odivelas, todas as honras, privilégios, liberdades, graças e mercês concedidas até D. João II.

Em 1499, a 10 de Novembro, ocorreu uma troca de bens entre o Mosteiro de Santos-o-Novo e o de Odivelas, ficando este com umas casas em Lisboa, na Rua da Sapataria, e o de Santos com um serrado, olival e horta situados junto do seu edifício. Em 1501, a 10 de Março, D. Manuel I fez-lhe mercê de todo o linho arrecadado para o rei no Almoxarifado da Azambuja. Em 1519, o Almoxarifado arrecadou para o Mosteiro 1.600 molhos de linho. Em 1503, a 10 de Fevereiro, o rei deu-lhe esmola e licença para possuir os bens deixados por Mécia de Abreu, entre os quais constavam uns moinhos na Ribeira do Reguengo, junto de Torres Vedras, umas casas em Lisboa, em Santo Elói e no Furadouro. Em 1504, a 16 de Fevereiro, o rei confirmou-lhe o emprazamento de uns bens da capela da rainha D. Filipa, situada no Mosteiro, a Diogo Fernandes, morador em Torres Novas. Em 1509, a 11 de Janeiro, confirmou a administração da capela da rainha D. Filipa, com os respectivos encargos, a Simão Garcês, filho de Jorge Garcês, secretário do rei, e em 1514, a 23 de Outubro, deu a administração a Jorge Garcês, filho do secretário Jorge Garcês e irmão de Simão Garcês. Em 1510, a 6 de Fevereiro, confirmou-lhe o Alvará de 4 de Fevereiro de 1509, pelo qual foi coutada a mata de Loures.

Em 1522, reformado sob os auspícios de D. Francisco da Fonseca, bispo de Titópolis, o Mosteiro de Odivelas gozou da reputação de fidelidade à observância monástica. Facto que terá levado D. Edme de Salieu a recrutar aí as religiosas de que necessitava para reformar os mosteiros de Santa Maria de Almoster e de São Bento de Cástris.

Em 1523, a 30 de Setembro, por carta de Marcos Esteves, o rei D. João III foi informado da notificação da sua ordem feita à abadessa de Celas, para que restituísse àquele mosteiro Dona Brites, sua sobrinha, que tinha saído para o Mosteiro de Odivelas sem autorização régia.

Apesar da proximidade com a abadia de Alcobaça, segundo o testemunho de Bronseval, por ocasião da visita de D. Edme de Salieu, abade de Claraval, em 1532, Odivelas não reconhecia o abade de Alcobaça como seu superior, mas sim o de Claraval. De facto, nesse ano, por carta de 10 de Outubro, o abade do Mosteiro de Claraval dava conta ao rei D. João III, da conveniência em transferir algumas religiosas do Mosteiro de Odivelas para o de Almoster e deste para outro. Apesar da saída das citadas religiosas, nesse ano, ficaram no Mosteiro, além da abadessa, setenta monjas, cinco noviças e catorze irmãs conversas.

Em 1535, a 14 de Março, por Alvará de D. João III, foi-lhe dada esmola de 8 côvados de certo pano. Em 1537, a 28 de Agosto, D. Rodrigo de Castro solicitava a D. João III que lhe metesse em Odivelas duas filhas, dado o seu estado de pobreza, devido ao gasto dos seus bens ao serviço do rei.

Em 1555, por mandado da rainha D. Catarina, de 8 de Janeiro, dirigido ao seu tesoureiro foram pagos a D. Constança de Vilhena, freira de Odivelas, 30.000 réis de mercê. A rainha, viria a instituir um legado pio e perpétuo de vinte lugares para religiosas, com dote de 30 mil réis de juro anual, ordenando que do mesmo juro se desse a cada religiosa que entrasse, 8 mil réis por ano de tença, com obrigação de rezarem a terça parte de um rosário por dia. Em 1569, foi celebrado um contrato pelo qual o Mosteiro aceitava por 3 destes lugares, um juro real de 90 mil réis anuais, com obrigação de dar 8 mil réis a cada uma das religiosas que estivessem nos lugares instituídos pela rainha. Em 1653, a 25 de Novembro, D. Inês de Noronha recebeu alvará para se apresentar num dos citados lugares que estava vago no Mosteiro de Odivelas.

Em 1704, pela bula "Ex parte dilecti filii", Clemente XI mandou executar um decreto da Congregação dos Regulares, que concedia o título de abades aos priores de Odivelas.

Em 1724, a 11 de Agosto, frei Bernardo de Castelo Branco deu início à visita e reforma do Mosteiro, criando um código para a sua organização e funcionamento, o que não impediu que, a 3 de Fevereiro de 1727, fossem feitas novas declarações e ordenações.

Em 1735, a 11 de Fevereiro, a abadessa de Odivelas recebeu provisão para ter juiz privativo.

A partir de meados do século XVIII até a sua extinção o Mosteiro de Odivelas sofreu as consequências de descuidos ou ingerência de terceiros.

Em 1834, no âmbito da "Reforma geral eclesiástica" empreendida pelo Ministro e Secretário de Estado, Joaquim António de Aguiar, executada pela Comissão da Reforma Geral do Clero (1833-1837), pelo Decreto de 30 de Maio, foram extintos todos os conventos, mosteiros, colégios, hospícios e casas de religiosos de todas as ordens religiosas, ficando as de religiosas, sujeitas aos respectivos bispos, até à morte da última freira, data do encerramento definitivo.

Os bens foram incorporados nos Próprios da Fazenda Nacional.

Em 1886, o mosteiro foi extinto por morte da última religiosa, a abadessa D. Bernardina da Encarnação Correia.

Localização / Freguesia: Odivelas (Odivelas, Lisboa)
Custodial history
Em 1859 foi feito o inventário do cartório do mosteiro tendo sido descritos 153 livros 4 pasta e 53 maços. Neste inventário já se verificava a falta ou inexistência do Tomo 28º.

Em 1864, a 27 de Junho, em virtude do Decreto de 2 de Outubro de 1862, foram recebidos no Convento de Odivelas, via Direcção-Geral dos Próprios Nacionais e transferidos para o Arquivo da Torre do Tombo. Ficando para trás a restante documentação que corresponderia a data posterior a 1600. A relação da entrada desta documentação, também identificada como 1.ª remessa, foi assinada por Roberto Augusto da Costa Campos, oficial diplomático, por José Gomes Góis, e pela abadessa, soror Carlota Joaquina do Amor Divino.

Em 1871, a 1 de Abril, alguns dos documentos pertencentes ao cartório do Mosteiro de São Dinis de Odivelas, foram transferidos da Direcção-Geral dos Próprios Nacionais para o Arquivo da Torre do Tombo. Nesta remessa encontra-se o livro das leis de visitas de reforma de 1724 e 1727. Este mesmo livro voltou a sair, não se sabendo quando e para onde.

Em 1890, a 30 de Outubro, deu-se início ao inventário do Arquivo do Real Mosteiro de Odivelas, que se encontrava na casa da administração do concelho de Loures, na presença de Francisco Neponuceno, oficial da repartição da fazenda do distrito de Lisboa, deste inventário constavam 157 livros, 345 receitas médicas, 740 cartas, impressos (733 recibos e 36 declarações), 48 bulas, 1 maço de certidões, 1 maço de requerimentos, 1 maço de ofícios, 1 maço de décimas, 1 maço de receita e despesa, 1024 escrituras dos anos de 1601 a 1885, e 4 maços de diferentes documentos muito antigos. Foi concluído este inventário a 3 de Julho de 1891. Tendo recebido o carimbo de entrada, supostamente junto com a documentação, nos Próprios Nacionais a 3 de Agosto do mesmo ano.

Em 1938, a 5 de Março, deu entrada na Torre do Tombo, enviado pela Inspecção das Bibliotecas e Arquivos, um livro dos rendimentos do suprimido Mosteiro de Odivelas, que se encontrava na secção de finanças de Loures.

Em 1980, a 7 de Maio, deu entrada novamente na Torre do Tombo, o livro das leis de visitas de reforma de 1724 e 1727, que se encontrava junto da documentação do Hospital de São José, sendo integrado no fundo do Mosteiro de Odivelas.

No final da década de 1990, foi abandonada a arrumação geográfica por nome das localidades onde se situavam os conventos ou mosteiros, para adoptar a agregação dos fundos por ordens religiosas.

A descrição da maioria dos documentos foi feita a partir das descrições já existentes nos ID, ou do sumário patente nos documentos.

Em 2019 foi feita uma tentativa de localização do maço, que foi infrutífera. É necessário confirmar a existência e localização do maço 1, ou dos 3 documentos. Este maço surge referenciado no ID L 289, como tendo 3 documentos. No Guia sumário de fundos e colecções do Arquivo Nacional da Torre do Tombo, II Parte, Instituições Eclesiásticas, de Outubro de 2002 (p. 23), este maço não surge referenciado.
Scope and content
Contém alvarás, apontamentos de despesas, registo de foros de Algés e Cascais, bulas a favor do Mosteiro e outros documentos pontifícios, certidões antigas, de medições, autos, compromissos da rainha D. Catarina, contratos de dotes de religiosas, descarga dos foros, da bolsaria, despesas do mosteiro, cartas de doação, de emprazamento (inclui traslados), de venda de propriedades, escrituras (inclui as do dinheiro tomado a juro, quitações de dote), índex das igrejas apresentadas e dos prazos, instrumentos da fundação, doação e padroado do Mosteiro, das igrejas de Santarém, Alenquer, Frielas e Lumiar, registos de lançamento da receita em géneros e dinheiro, lei dos capítulos e juntas da congregação, leis de visitas de reforma feitas pelo padre doutor frei Bernardo de Castelo Branco, lembrança de receita e despesa, livro da folha do Mosteiro, livro mestre, mapas do rendimento e despesa, registo de obrigações da capela de Isabel Serrão, de ordenados, sentenças e papéis, precatórias e mandados de penhora, privilégios (inclui o da coutada e mata de Loures, e traslados), receita e despesa da obra da nova igreja e mais reparos do Mosteiro, da feitoria, da tulha, recibo e despesa do transporte das religiosas que vieram de Tavira, Évora e Portalegre, registo da azeitona particular que era encaminhada para o lagar, requerimentos e documentos de arrematação, sentenças de demandas da água, tenças das freiras, testamento das Infantas D. Filipa e D. Isabel, tombos das propriedades do mosteiro, actas de visitas do mosteiro, entre outros documentos.

A documentação menciona bens situados em A-dos-Calvos, Agualva, Alcântara, Alcochete, Aldeia de Fala, Aldeia Galega, Alenquer, Almada, Alverca, Ameixoeira, Amora, Anjos, Arruda, Azambuja, Barcarena, Barreiro, Barrosa, Belas, Benavente, Benfica, Bucelas, Calçada de Carriche, Campolide, Campo de Pereira, Campo Grande, Carnide, Cascais, Castanheira, Chamusca, Charneca, Chelas, Coimbra, Colares, Condeixa, Costa da Luz, Elvas, Encarnação, Frielas, Golegã, Grândola, Ilha Graciosa, Ilha Terceira, Lavradio, Lisboa, Loures, Lumiar, Madalena, Mafra, Marnotas, Mártires, Montemor-o-Novo, Montemor-o-Velho, Óbidos, Odivelas, Oeiras, Olivais, Paiã, Palmela, Panasqueira, Paul, Pena, Penela, Pombais, Portalegre, Portela, Povos, Quinta da Amorosa, Quinta da Carnota, Rego, São José, Santa Catarina, Santa Justa, Santarém, Santiago de Cacém, Santo António do Tojal, Santos, São Cristóvão, São João da Praça, São Jorge, São Julião, São Miguel, São Nicolau, São Paulo, São Sebastião da Pedreira, Sé, Seixal, Setúbal, Silves, Sintra, Socorro, Telheiras, Tentúgal, Tojais, Tojal, Torres Novas, Torres Vedras, Urmeira, Vila Franca, Vila Ladra, Vila Nova de Portimão.

Contém documentos com selos pendentes e outros com vestígios de selos.

Fundos Eclesiásticos; Ordem de Cister; Feminino
Arrangement
Ordenação numérica específica para cada tipo de unidade de instalação (livros e maços).
Language of the material
Latim e português.
Other finding aid
ARQUIVO NACIONAL DA TORRE DO TOMBO - [Base de dados de descrição arquivística]. [Em linha]. Lisboa: ANTT, 2000- . Disponível no Sítio Web e na Sala de Referência da Torre do Tombo. Em actualização permanente.

Relação de documentos pertencentes ao cartório do Convento de Odivelas que, em virtude do Decreto de 2 de Outubro de 1862, foram recebidos no Convento e transferidos para o Arquivo da Torre do Tombo, em 27 de Junho de 1864 (L 289). Contém as cotas topográficas das instalações em São Bento.

Relação de documentos vindos da Direcção-Geral dos Próprios Nacionais, em 14 de Maio de 1894 (letras L-V) (C 280). Organização topográfica.

Relação dos documentos pertencentes ao cartório do Mosteiro de São Dinis de Odivelas, transferidos da Direcção-Geral dos Próprios Nacionais para o Arquivo da Torre do Tombo a 1 de Abril de 1871 (L 287), p. 6. Descreve os livros do hospício que têm número de ordem integrado nos livros do Mosteiro de São Dinis de Odivelas.

Índice (inventário) dos livros de diversos conventos, ordens militares e outras corporações religiosas guardadas no Arquivo da Torre do Tombo, conventos diversos, caderneta 1, Ajuda a Avis (C 268). Verbete n.º 224.
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Publication notes
"Ordens religiosas em Portugal: das origens a Trento: guia histórico". Dir. Bernardo de Vasconcelos e Sousa. Lisboa: Livros Horizonte, 2005. ISBN 972-24-1433-X. p. 125-126
VICENTE, Maria da Graça - D. Filipa: a senhora de Odivelas: 1437-1493. Vila do Conde: QuidNovi, 2011. 95 p. (Rainhas e infantas de Portugal). ISBN 978-989-554-797-5. Disponível na Biblioteca da Torre do Tombo, 174/11.
Creation date
4/4/2011 12:00:00 AM
Last modification
1/7/2020 9:45:05 AM